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Sexta-feira, Junho 21, 2024

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Na igreja de São Vicente de Sousa

“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não tem alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. “ – Augusto Cury
Detalhes da porta lateral Norte, com arco constituído por duas arquivoltas e um tímpano com a representação de uma cruz circundada por entrelaços.
Não é bem clara a data de construção da Igreja de São Vicente de Sousa, no entanto pode-se observar no exterior, duas inscrições: uma, de função funerária, data de 1162 e assinala a construção de um arcossólio [túmulo embutido]; a outra, gravada em 1214, comemora a Dedicação da Igreja [início do culto].
Na fachada principal abre-se o portal românico, inserido em estrutura pentagonal saliente à fachada, para que o pórtico possa ser mais extenso e impressionante do ponto de vista simbólico. O Portal de quatro arquivoltas em arcos de volta perfeita sobre três colunas cujos fustes são alternadamente prismáticos e cilíndricos. Os plintos são decorados, tal como os capitéis e impostas com motivos vegetalistas ou geométricos. O portal é encimado por um óculo no tímpano e uma cruz por cima.
A igreja, em planta longitudinal, de nave única e capela-mor retangular. Esta capela foi reconstruída na Época Moderna [séculos XVII-XVIII].
No interior podemos admirar talha e pintura barrocas junto com elementos arquitetónicos dos séculos XVII e XVIII. O teto apresenta 30 painéis com outras tantas cenas da vida e dos milagres de São Vicente, o orago da igreja.
As fachadas laterais terminam em pequenos arcos sobre cachorros lisos, como se verifica noutras igrejas românicas do território do Tâmega e Sousa.
Na fachada sul, a meia altura da parede externa, corre um lacrimal sobre mísulas, elementos que indiciam a antiga presença de um alpendre ou claustro [pátio interior de um mosteiro].
Da Época Moderna salienta-se o conjunto de talha e pintura, com temas alusivos à vida de São Vicente, de São José e aos Mistérios do Rosário.
As pinturas do teto da capela-mor foram efetuadas, em 1693, por Manuel Freitas Padrão, um dos fundadores da Irmandade de São Lucas de Guimarães.
Igreja de São Vicente de Sousa integra a Chamada Rota do Românico (Rota do Românico – Percurso “Vale do Sousa”)
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Por Daniel Jorge
(41°15’48.73″N 08° 1’53.19″W) Passal – Torrados e Sousa – Felgueiras – Porto – Região Norte – Portugal
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