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Sexta-feira, Junho 21, 2024

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A Porta da Vila de Moncorvo

MONCORVO – Porta da vila ou de Nossa Senhora do Rosário,  visto ser encimada por uma pequena capela, com aquela invocação; possui planta quadrada e fachada principal rebocada e pintada, com pilastras nos cunhais, sobrepujados por pináculos, e termina em empena triangular com cruz no vértice; é rasgada por portal de verga recta encimado por frontão triangular e acede-se-lhe pela fachada lateral direita através de escada em cantaria; sobre a cobertura do lado esquerdo, ergue-se pequena sineira de arco pleno e remate em cornija com dois pináculos laterais.
No interior da cerca foi estabelecido um traçado regular com três eixos longitudinais, com orientação N./S., e diversas travessas perpendiculares. Actualmente a única porta existente da cerca medieval da vila de Torre de Moncorvo. Das antigas muralhas medievais da vila conserva-se esta porta, sendo que no interior do arco veem-se siglas cruciformes e uma alfabética.
Torre de Moncorvo nasceu por vontade de D. Dinis, no âmbito da criação das chamadas “vilas novas”, processo iniciado por seu pai, D. Afonso III, promoveu a edificação de um pólo populacional proto-urbano nesta parcela do território transmontano.
Com esta medida, datada de 1285, Moncorvo herdava o termo anteriormente vinculado a Santa Cruz da Vilariça, antiga cabeça de Terra da região, e instituía-se como principal sede administrativa e militar da zona. O seu castelo começou a edificar-se logo após a atracção dos primeiros moradores ou em data muito próxima.
Em 1295, dez anos depois do documento de criação, o próprio rei faz referência ao castelo, pressupondo-se, assim, que as obras já estariam em curso. Apesar das múltiplas fases de destruição por que a fortaleza passou, é ainda possível reconstituir o seu aspecto geral original.
Assim, a cerca definia um povoado de perfil oval, tão característico das vilas muralhadas góticas, que integrava quer a povoação, quer o castelo. Três portas permitiam o acesso ao interior da cerca, de que se destaca a inexistência de qualquer abertura no final da Rua Direita, que terminava num grande torreão quadrangular.
De acordo com Carlos d’Abreu, não é impossível que aí existisse uma passagem original, mas “os documentos conhecidos não a referem e a muralha é hoje inexistente nessa zona”. As principais portas situavam-se a Norte e a Nascente (São Bartolomeu e Nossa Senhora dos Remédios, ou da Vila) e eram flanqueadas por duas torres circulares. Uma terceira, localizada do lado Sul, estava anexa ao castelo, sendo defendida directamente por este e dando serventia ao principal reduto defensivo da vila.
O castelo propriamente dito era de planta quadrangular algo irregular, e integralmente construído em granito, por oposição ao xisto da muralha, o que denota uma maior preocupação pela qualidade e durabilidade da construção.
Localizava-se no topo poente da povoação e as suas muralhas interiores estavam livres de quaisquer edificações, o que lhe assegurava total independência em caso de invasão da povoação. (Informação obtida na página “Património Cultural – Direção-Geral do Património Cultural”)
(41°10’34.47″N 7° 3’5.06″W) Rua do Poço – Torre de Moncorvo – Bragança – sub-região do Douro – Região Norte – Portugal
“As dificuldades, como as montanhas, aplainam-se quando avançamos por elas. “ – Emile Zola
MONCORVO – Porta da vila ou de Nossa Senhora do Rosário

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