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Terça-feira, Junho 25, 2024

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A ruína do Palacete da Rosa Pena…

ESPINHO – A ruína do Palacete da Rosa Pena – Quem percorrer as ruas 26 e 19, no centro da cidade de Espinho, o que mais salta a vista é este edifício deslumbrante, em elevado estado de degradação, ocupando um quarteirão inteiro, o Palacete da Rosa Pena perde vida a cada dia que passa.
Construído por Joaquim Alves Penna, em 1928, o Palacete da Rosa Pena encerra estórias imensas, de várias gerações. Com o decorrer dos anos, o casarão atingiu um estado de degradação e abandono.
Foi a 17 de abril de 1921 que Joaquim Alves Penna, emigrante do Brasil, conhecido pelo ‘Brasileiro’, efetuou o pedido de licenciamento para a construção de um edifício num terreno do qual era proprietário, entre as ruas 26, 28, 19 e 15, na então vila de Espinho. No final dos anos 20 do século passado, o edifício ficou concluído, numa zona então deserta e praticamente desabitada.
O Palacete é composto por um edifício habitacional de grandes dimensões, apresenta-se organizado em vários volumes, proporcionado por torreões, corpos de volumetrias diversificadas e delicados trabalhos de cantaria.
Composto por três andares, ao nível do primeiro andar, ou andar nobre, podemos observar vários alpendres que convergem para três escadarias afuniladas de acesso exterior.
Na decoração, são de realçar os detalhes artísticos ao gosto Arte Nova, nas janelas, com talhe em cantaria, algumas delas, nas fachadas principais, com cartelas esculpidas na pedra, motivos florais, volutas e conchas e ainda frisos e painéis de azulejos preenchidos com grinaldas de flores azuis que contrasta bem com o caimento amarelado das fachadas.
Algum tempo depois da morte de Joaquim Alves Penna, o Palacete da Rosa Pena foi comprado por Jorge Gaspar Coelho e arrendado, no final dos anos 60, ao Ministério da Educação, tendo ali funcionado a Secção Liceal de Espinho do Liceu Nacional de Vila Nova de Gaia e, depois, a Escola Preparatória Sá Couto.
No blog do arquivo da Câmara Municipal de Espinho encontramos a seguinte informação: «Edifício de 1930, situado na principal rua da Cidade, onde impera a grandeza do seu conjunto e da sua construção. Desenho provável de José Alves Pereira da Silva. Os elementos Arte Nova são notórios ao nível dos vãos, recorrendo à cantaria trabalhada em alguns deles, no uso azulejar do interior e do exterior e nos portões, onde o ferro forjado marca presença imperativa de forma cuidada.»
(41° 0’30.78″N 08°38’12.54″W) Rua 19 – Espinho – Aveiro – Área Metropolitana do Porto – Região Norte – Portugal
“As únicas pessoas normais são aquelas que você não conhece bem. “ – Alfred Adler
AUTOR: ©Daniel Jorge https://www.facebook.com/
ESPINHO – A ruína do Palacete da Rosa Pena

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