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Quarta-feira, Junho 12, 2024

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Ponte Medial, a Azenha e Paço dos Condes

Quando paramos junto ao Rio Cavado do labo de Barcelinhos antes da entrada Sul de Barcelos, não deixamos de nos maravilhar com o seu conjunto histórico. A ponte medieval, a casa da azenha a beijar as águas do Rio Cavado e as ruínas do que foi o imponente Paço dos Condes de Barcelos, que em tempos idos tinha uma torre sobre a ponte do lado Norte que controlava quem pela ponte passava.
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A Ponte medieval de Barcelos sobre o rio Cávado, entre as freguesias de Barcelinhos e Barcelos, constituiu-se em importante local de passagem para os peregrinos do Caminho Português de Santiago e para as grandes feiras que se realizavam em Barcelos desde a Alta Idade Média.
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Terá sido erguida entre 1325 e 1328 por iniciativa de Pedro Afonso, conde de Barcelos, embora alguns autores refiram que a sua atual feição se deva a uma reconstrução empreendida por Afonso I, Duque de Bragança, da primitiva ponte ali existente.
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Em 1801 a sua estrutura foi bastante abalada no seu lado norte pela queda da torre do Paço dos Condes de Barcelos, tendo sido necessário empreender grandes obras de recuperação.
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A casa da azenha na margem esquerda do Rio Cávado, junto à Ponte Medieval de Barcelos, é um imóvel do Século XIX, onde funcionava a moagem de pão à custa da energia das águas do rio que impulsionavam a sua grande roda. Agora transformada em museu, com explicação dos aparelhos de moagem e a ilustração do ciclo do pão em imagens e palavras.
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O Paço dos Condes de Barcelos foi erguido na primeira metade do século XV por iniciativa de Afonso I, Duque de Bragança, constituindo-se em um castelo apalaçado. Constituiu-se na edificação mais rica de Barcelos à época em que foi construído.
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Nas ruínas hoje, já não é visível a primitiva torre, que se situava entre a Ponte de Barcelos e as quatro primitivas chaminés. Ela terá sido bastante danificada quando do terramoto de 1755, vindo a ruir definitivamente em 1801.
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Em 1872, diante do estado ruinoso do edifício, o município de Barcelos, determinou demolir o que restava. Essa demolição jamais chegou a concretizar-se na totalidade, devido a diversos protestos populares. O que nos restou – pouco mais do que algumas paredes e uma chaminé tubular -, não consegue dar-nos ideia da sua grandeza original
(41°31’39.63″N 08°37’20.12″W) Barcelos – Braga – Minho – Região Norte – Portugal

“O egoísmo não consiste em vivermos os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma como nós gostaríamos. O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser.” – Oscar Wilde

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