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Terça-feira, Junho 25, 2024

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A lenda da Inês Negra em Melgaço

Esta é a lenda da Inês Negra em Melgaço –  Ao longo dos séculos, a lenda de Inês Negra continuou a ser contada, sobretudo através da tradição oral, uma das versões reza assim: Conta a história que Inês Negra, sendo uma mulher do povo, fiel à causa da independência de Portugal, ao saber que as cortes apoiavam a causa castelhana, abandonou o castelo de Melgaço para se juntar às tropas de D. João I que se aproximavam.
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Certo dia, após vários ataques e muito sangue derramado, do alto das muralhas, uma outra mulher que se conhecia por Arrenegada (ou ainda apenas “Renegada” em algumas versões da Lenda), que vigiava as hostes inimigas, viu Inês entre o arraial.
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Arqui-inimigas de longa data, ao vê-la viva, enfureceu-se e desafiou-a a lutar, de mulher para mulher, acabando de uma vez por todas com o cerco. Inês aceitou prontamente e com o consentimento de ambos os exércitos, começou o confronto entre as duas.
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A meio da luta, a guerreira por Castela, que era mais alta e imponente, conseguiu retirar a espada das mãos de Inês Negra, que de seguida agarrou uma forquilha das mãos de um camponês que assistia e continuou a lutar.
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Passado pouco tempo, as duas resolveram largar as armas e atiraram-se uma à outra, transformando o combate numa escaramuça.
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Entre murros, pontapés e puxões de cabelos, Inês, que outrora estava numa posição menos favorável, inverteu a situação, desferindo dolorosos golpes na sua rival, que assustada e gravemente ferida fugiu para o castelo.
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Devido à fuga da sua adversária, Inês Negra venceu o combate, obrigando os castelhanos e portugueses “traidores” a abandonarem Melgaço no dia seguinte.
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Como recompensa pelo enorme feito, D. João I perguntou à heroína o que esta desejaria, ao que ela apenas respondeu que estava plenamente recompensada pela sova que tinha dado à sua rival.
(42° 6’51.18″N 8°15’39.34″W) Rua Direita – Melgaço – Viana do Castelo – Minho – Portugal
Por Daniel Jorge

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 A “Porta de Baixo” na rua Direita de Melgaço (Séc. XIII) em pleno coração do Minho

“Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.” – Padre António Vieira
O burgo de Melgaço era protegido por espessas muralhas, nas quais ainda restam 2 Portas, uma perto da torre Noroeste do castelo, a outra, hoje conhecida como “Porta de Baixo”, a Oeste no eixo principal de circulação da vila, a Rua Direita.
A porta deveria ser torreada, visto a muralha avançar sensivelmente da cerca; tem arco de volta perfeita, de duas arquivoltas, uma de aduelas largas e uma outra mais fina e saliente, sobre impostas lisas, sendo igualmente encimada por cinco modilhões, de sustentação de um balcão de reforço da defesa da porta, com acesso pelo interior, pelo adarve ou pela torre.
Junto à porta, na face exterior, surge, do lado direito, inscrição gravada nos silhares em caracteres unciais.
Na face interna, ambas as portas possuem arco de volta perfeita de aduelas simples.
Pela porta vemos a estatua de homenagem a “Inês Negra”, uma heroína portuguesa e figura lendária popular da região de Melgaço, cujo nome é associado à vitória dos portugueses, contra as forças castelhanas, durante as campanhas de D. João I, Mestre de Avis.

Por Daniel Jorge

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