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Sexta-feira, Junho 21, 2024

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A Cidadela e o Castelo de Bragança

Dentro das espessas muralhas que ainda se encontram completas, fechando toda a área do Castelo de Bragança, conservando ainda a cidadela que continua a ser habitada, e três dos mais importantes monumentos, verdadeiros ex-libris da cidade de Bragança, A Torre de Menagem, a Igreja de Sta. Maria da Assunção e a Domus Municipalis.

O castelo de Bragança contruído numa elevação junto à margem do rio Fervença é um dos mais importantes e bem preservados castelos portugueses.

Alguns historiadores referem que, pela importância de sua posição estratégica sobre a raia com a Galiza, em 1187, Bragança sempre foi um burgo cuidado pelos nossos Nobres e Reis, recebeu Carta de Foral de D. Sancho I, tendo este soberano dotado, à época, a povoação com a primeira cerca amuralhada (1188).

Já sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), determinou-se erguer um segundo perímetro amuralhado (1293), o que indica a prosperidade do povoado. Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), recebeu obras de beneficiação.

Nesta fase, tendo este soberano se envolvido na disputa sucessória de Castela, Bragança foi cercada e conquistada pelas tropas castelhanas, retornando à posse portuguesa apenas mediante a assinatura do Tratado de Alcoutim (1371).

D. João procedeu-lhe, a partir de 1409, à modernização e reforço das defesas, obras inscritas na tarefa maior que se impôs, de reforço daquela fronteira. O casamento de D. Afonso (1° Conde de Bragança), filho bastardo de D. João I, com D. Beatriz, filha de D. Nuno Álvares Pereira, inaugurou a Casa de Bragança.

Data desse período a construção da imponente torre de menagem, estando as obras concluídas por volta de 1439, no reinado de seu sucessor, D. Duarte. D. Afonso V elevou a vila de Bragança à condição de cidade em 1466. Sob o reinado de D. Manuel I, a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

A Igreja de Santa Maria da Assunção também conhecida localmente por Igreja de Nossa Senhora do Sardão, por a imagem ter sido encontrada num Sardoal. De origem românica e considerada a mais antiga da cidade de Bragança, a igreja foi muito alterada a partir do séc. XVI, obtendo-se como resultado final, dois séculos depois, uma expressão do estilo barroco.

De notar na fachada o portal muito trabalhado. O interior, de três naves, sofreu grandes alterações durante a campanha de obras promovida por D. Jerónimo de Meneses, em 1580, datando dessa época a Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, a Capela dos Figueiredos, com um portal renascença, e a capela-mor. Destaque ainda para a Capela de Santo Estevão, cujo retábulo foi mandado executar por Lopo de Magalhães, em finais do séc. XVII.

A enigmática construção do Século XII, denominada por Domus Municipalis que se destaca por ser o único exemplar de arquitectura civil em estilo Românico na península Ibérica, que embora muito se tenha escrito sobre a sua finalidade, não existe um consenso entre os estudiosos. Serviu como cisterna de água, mas existem dúvidas acerca de se teria sido esta a sua função original.

A designação porque é hoje conhecida (em latim “Domus Municipalis”, em língua portuguesa “Casa Municipal”) deve-se a que foi utilizado como Paços do Concelho pela Administração Municipal de Bragança

(41°48’11.86″N 06°44’57.30″W) Castelo – Bragança – Nordeste – Trás-Os-Montes – Região Norte – Portugal

“Não se vingue, que da vingança vem o arrependimento.” – Confúcio

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Autor texto e foto: Daniel Jorge https://www.facebook.com/fotos.djtc

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